domingo, 23 de setembro de 2018
CHUVA DO CAJU
Luiz Martins da Silva
Todo ano há garantia
De fruta com chuva própria
Se as flores apontam vingas,
Não tardam os primeiros pingos.
Cajuzinho do Cerrado,
Depois de muito braseiro,
Exibe confiante, certas
Intuições de aguaceiros.
Chamam de cio da Terra,
Este instinto bem verdinho
De se ter hora marcada,
Compromisso de noivado.
Céu e Terra de acordo,
Logo, logo, um arco-íris
Será prova renovada:
Der paz entre homens e Deus.
Pintura- Adriano Santori
domingo, 2 de setembro de 2018
FOLHAS AO CHÃO
( fotografia Danae Stratou,do site www.namu.com.br)
Luiz Martins da Silva
Esquinas avançam.
Algumas, é sério, soluçam.
Degraus, um a um,
Esperam a sua vez
Nas dobras do lá.
Luiz Martins da Silva
Esquinas avançam.
Algumas, é sério, soluçam.
Degraus, um a um,
Esperam a sua vez
Nas dobras do lá.
Não há nota perdida.
Pessoas e melodias marcam.
São pétalas secas.
Papel-bíblia de orquídeas,
Salmos para reverências.
Pessoas e melodias marcam.
São pétalas secas.
Papel-bíblia de orquídeas,
Salmos para reverências.
Hoje, não me saúdem.
Prefiro um estádio de vaias.
O feio dos tentos não feitos.
Anotem em cartões
Cada falta que fizemos.
Prefiro um estádio de vaias.
O feio dos tentos não feitos.
Anotem em cartões
Cada falta que fizemos.
A gente dá meia-volta;
Corridinha disfarçada;
Ponta de riso amarelo.
Foi mal não ter estado atento
Quando você mais se lembrou.
Corridinha disfarçada;
Ponta de riso amarelo.
Foi mal não ter estado atento
Quando você mais se lembrou.
Ora,pois,festejemos.
Agora, cada minuto
Pois a espiral da elipse
Gastou o luxo dos lapsos.
Restaram as rugas, relógio de sol.
Agora, cada minuto
Pois a espiral da elipse
Gastou o luxo dos lapsos.
Restaram as rugas, relógio de sol.
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