Luiz Martins da Silva
Para Lelê, Tininha, Rose, Helival, João... Josés... Marias... Marusquinhas...
Perdi da noção a forma,
Tal a fórmula da existência
Que nos habita na terra,
Água, sangue, osso, esterco...
Mas da forma já me perco,
Pronúncia da forma o fim.
Serei puro, ar, imanência,
Já assovia o vento em mim.
Terei saudades da ‘fôrma’,
Esta que nos estrutura
E até nos encarcera:
Na ilusão, literatura.
Formar da rosa o jardim;
Plantar e pendoar o milho,
Dar feijão e feição aos filhos;
A Deus devolver seus querubins.
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