quinta-feira, 9 de abril de 2026

UMA VELHA AGENDA

 




Luiz Martins da Silva



Qual sacrário resgatado

De uma arqueologia profunda,

Rostos cobertos de algas

Um a um vou acordando.


Titanic de gaveta,

Quando se busca um acaso,

De repente, quase um susto,

Achar um tesouro esquecido.


Incrível, quantos despojos,

Guarda consigo o escuro.

Em parte, talvez aproveite,

Outros, irrecuperáveis dígitos.


Abecedário de eras,

Dunas da hipotermia,

Do meio de tanto lodo,

Algo de mim vem à tona.

 
Lembro, como há bem pouco:

“Anota meu telefone..."

Que faço, agora, com ele

Vestido de escafandro?

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